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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Lula diz que voltará em 2018

O ex-presidente Lula deu um recado a aliados no domingo, 26, depois de Dilma ter vencido a reeleição: pretende interferir mais no novo governo da presidente e voltar ao Planalto em 2018. A informação foi confirmada pelo jornal Folha de S. Paulo, que ouviu diversos interlocutores próximos ao ex-presidente.
Segundo o jornal, a militância do PT já trata a notícia como oficial. Mas Lula terá 73 anos em 2018 e sua saúde é uma variável que pode fazê-lo mudar de opinião daqui a alguns anos. O petista se curou de um câncer na garganta em 2011, depois de deixar a presidência.
Lula pode ter suas pretensões frustradas se Dilma fizer um segundo governo impopular e mantiver o país em recessão. Por isso, ele pretende atuar de forma mais efetiva neste segundo mandato da presidente para pavimentar sua futura candidatura.
Lula deve aconselhar Dilma a se distanciar dos movimentos sociais, dialogar com empresários e descentralizar suas ações. Ele também quer ser mais ouvido na definição de novos nomes do governo e na articulação com o Congresso.
Em entrevista nesta terça, 28, Dilma disse, “O que o Lula quiser ser, eu apoiarei”.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vitória de Dilma fortalece planos para a volta de Lula em 2018

A vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais do último domingo, 26, deu novo fôlego para uma possível candidatura de Lula em 2018. Tido como o nome mais forte do PT, Lula tem o apoio de grande parte da legenda.
Na manhã de domingo, antes de votar, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que se Lula tiver disposição e manifestar interesse em se candidatar, terá o seu apoio e de grande parte do partido.
“Eu já falei outras vezes sobre isso. Eu pessoalmente sou a favor que o presidente Lula seja candidato em 2018. Naturalmente, isso vai depender, primeiro, da disposição dele. Mas ele tem dito que sempre se colocará à disposição do PT. Eu tenho certeza que o presidente estará à disposição do PT no momento preciso em que se abrir o processo para escolher a nossa candidatura”, disse Falcão.
Não é a primeira vez que Falcão fala em manter o PT no poder até 2022. Em uma entrevista dada em junho, ao site Último Segundo, o presidente do PT disse que a ideia do partido era eleger Dilma este ano, abrindo caminho para a volta de Lula em 2018. “Se o PT pedir, ele volta”, disse Falcão.
Outro petista que já declarou publicamente apoio a Lula foi o ministro-chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante. “Não sei o que ele será, mas serei cabo eleitoral. O que ele quiser disputar, terá meu apoio”, disse o ministro no último domingo.
No entanto, Lula ainda não se posicionou sobre a possibilidade de se candidatar. No domingo, logo após votar, Lula disse que “ainda é muito cedo para pensar em 2018”. “Não me passa pela cabeça discutir 2018 agora. O que eu quero é que a Dilma ganhe as eleições. Penso política até o último dia da minha vida”.

Com 51,6% dos votos Dilma é reeleita presidente do Brasil

Por uma margem de apenas três pontos, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita neste domingo, 26, para um segundo mandato como presidente da República. A petista vai governar o Brasil por mais quatro anos, entre 2015 e 2018. O resultado é o mais apertado desde a redemocratização.
Com cerca de 98% das urnas apuradas, às 20h31, a petista registrava 51,6% dos votos, e o candidato tucano Aécio Neves marcava 48,55%, não podendo mais superar a presidente. A petista teve uma vitória expressiva nos estados do Norte e Nordeste do país, enquanto o tucano levou o Sul, Sudeste (exceto Minas e Rio) e Centro-Oeste.
Com 100% das urnas apuradas, Dilma ficou com 54,4 milhões de votos válidos (51,64%) e Aécio com pouco mais de 51 milhões de votos (48,36%). Neste turno,a petista venceu em 15 estados e Aécio em 12 e no Distrito Federal,enquanto no primeiro turno Dilma venceu também em 15 estados e o Aécio em nove e na capital do país.
A vitória estreita prenuncia um segundo mandato muito mais difícil e uma presidente enfraquecida politicamente. Dilma terá de enfrentar uma oposição revigorada e uma economia em crise, com baixo crescimento e inflação alta.
Os votos brancos somaram 1,71% do total, e os nulos, 4,64%. A abstenção ficou em torno de 21,03%, ou 29,4 milhões de eleitores.

sábado, 25 de outubro de 2014

Igreja católica discute como reconhecer 2º casamento



O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, disse hoje (23) que a Igreja Católica está discutindo a possibilidade de reconhecer casais formados por divorciados que estejam em segunda união. O assunto foi tratado durante a 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, de 5 a 19 deste mês, no Vaticano, com o tema Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização.
Segundo dom Damasceno, há consenso quanto à indissolubilidade do matrimônio, mas o sínodo não desconheceu situações especiais que muitas casais têm hoje. São pessoas que contraem novo matrimônio, continuam participando das atividades da igreja, atuando nas comunidades, com uma vida estável e assumindo sua responsabilidade quanto à educação dos filhos, disse ele. "E [esses casais] são desejosos de comungar e se confessar. Então, a igreja está aprofundando essa temática para ver, caso a caso, que soluções dar para essas situações.”
O cardeal ressaltou que não houve mudança doutrinal. Ele explicou que o sínodo foi dividido em duas etapas e que o documento final com as conclusões será proclamado pelo papa na segunda fase, em outubro do ano que vem. Foi preparado, no entanto, um documento com o resumo das discussões que será encaminhado às dioceses e conferências episcopais para ser aprofundado e receber contribuições.
Dom Damasceno, que é arcebispo de Aparecida, em São Paulo, informou que, durante o sínodo, foram apresentadas sugestões sobre como tratar o assunto. De acordo com ele, muitos casais procuram o tribunal eclesiástico para anular o primeiro matrimônio. O cardeal acredita que é possível simplificar esse processo, que normalmente se dá em duas instâncias. “É uma proposta reduzir somente à primeira e dar poder maior ao bispo para a tomada de decisão nesses casos.”
Outra possibilidade apresentada é de udotar a prática das igrejas orientais que, segundo dom Damasceno, admitem a comunhão de casais em segunda união após um processo de acompanhamento, conversão e análise da situação deles ao longo da vida matrimonial. “Mas não são normas gerais, há normas a serem aplicadas caso a caso”, ressaltou.     
No Brasil já existe o acompanhamento desses casais em algumas dioceses, pelas pastorais de casal em segunda união. O cardeal ressaltou, entretanto, que não houve, durante o sínodo, compartilhamento de iniciativas semelhantes para homossexuais.
“Não é matrimônio, nem família. Não se pode equiparar a união civil de casais do mesmo sexo ao matrimônio entre homem e mulher, que é uma união aberta à geração da vida. Mas essas pessoas, que procuram a igreja, devem ser respeitadas e acolhidas. Há consenso sobre isso. A igreja não discrimina e atende aos cristãos batizados que querem participar da comunidade, mas não significa que a igreja esteja apoiando esse tipo de união”, disse o arcebispo.

Um buraco negro feito em laboratório

Algumas ciências dependem de observação, outras de experimentação. Mas muitas vezes, seria mais fácil se cientistas pudessem sempre experimentar.
É esse o caso com o estudo de buracos negros. Os buracos negros (amontoados de matéria tão concentrada que a força da sua gravidade não permite que nem luz passe por eles) são corpos enormes e muito distantes de nós. Os maiores formam os núcleos das galáxias. Os menores são resultados do colapso de estrelas gigantes. Mas nós humanos nunca vamos chegar perto de um desses, o que é uma pena porque uma teoria elaborada há 40 anos por Stephen Hawking, um físico da Universidade de Cambridge, sugere que buracos negros não são realmente negros, mas na verdade brilham com uma radiação muito sutil para ser vista da Terra.
Isso, no entanto, não desencorajou Jeff Steinhauer, do Instituto de Tecnologia Technion-Israel em Haifa. Há alguns anos, ele criou algo semelhante o suficiente a um buraco negro para produzir, ele acredita,algo muito parecido com a radiação Hawking.
Radiação Hawking é uma consequência da física quântica – mais especificamente, do famoso princípio da incerteza de Werner Heisenberg, que permite que partículas acompanhadas de suas correspondentes antipartículas emirjam do vácuo, desde que elas desapareçam imediatamente depois. Hawking se perguntou o que aconteceria se isso ocorresse tão perto da superfície de um buraco negro que apenas uma metade do par, mas não a outra, fosse engolida. Nesse caso, ele deduziu a parte deixada para trás teria que se tornar real – e teria que roubar a energia necessária para fazer a transição do próprio buraco negro, que, portanto, se tornaria então um pouquinho menos negro. E a nova partícula, junto com muitas outras surgidas da mesma forma, emitiria uma leve radiação no espaço, o que faria o buraco negro brilhar sutilmente.
William Unruh, da Universidade de British Columbia, encontrou uma analogia terrestre para a teoria de Hawking. O som também está sujeito às leis da física quântica. Pequenos conjuntos de energia sônica são chamados fónons. Unruh sugeriu, então, que o equivalente sônico de buracos negros, “buracos surdos”, podem existir, podem ser criados em laboratório e podem emitir uma radiação Hawking feita de fónons.
E esse experimento foi criado com sucesso pelo Dr. Steinhauer, em 2010. Os resultados ainda não são completamente óbvios. Há detalhes que precisam ser clarificados, para garantir que os fónos estão de fato sendo criados pelo vácuo ao invés de serem – apesar de todas as precauções – apenas barulho no sistema. Mas tudo indica que Steinhauer está perto de descobrir algo que prova a teoria de Hawking.

Telemedicina

A ideia de telemedicina – assistência médica dada através do uso de telecomunicação – não é recente. A capa da revista americana Radia News já mostrava, em 1924, a imagem de um paciente consultando seu médico através de uma ligação televisiva. Quando a NASA começou a monitorar seus astronautas no espaço nos anos 60, a fantasia se tornou realidade, e vem sendo alardeada como o futuro da saúde desde então.
Telemedicina é mais do que médico e paciente conversando por Skype, diz Michael Young, que trabalha com assistência remota para a Universidade da Carolina do Norte. A tecnologia pode parecer a mesma, mas há uma necessidade maior de segurança e privacidade. No início desse ano, o FBI alertou consultórios sobre as falhas nos seus sistemas de segurança virtuais. Versões eletrônicas de documentos sensíveis, como raios X ou receitas médicas, precisam ser mantidas tão seguras quanto suas versões no papel. E isso é difícil quando elas estão flutuando no éter virtual. Em agosto um dos maiores grupos de hospitais dos Estados Unidos disse que hackers chineses tinham tido acesso às informações de 4,5 milhões dos seus pacientes.
Em Israel, o sistema de saúde foi completamente digitalizado: todos os médicos usam registros eletrônicos, e pacientes têm acesso às suas informações. Pode-se usar a internet para renovar receitas e indicar pacientes a especialistas.
A China vem gastando bilhões para renovar o seu sistema de saúde, e o foco é na telemedicina. Mas interesse não quer dizer sucesso. A telemedicina pode até aumentar custos, se ela for simplesmente acrescentada às velhas rotinas ao invés de substituí-las.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Segurança Viária e Agentes de Trânsito no art. 144 da CF


A emenda constitucional nº 82/14, de 16 de julho do corrente ano, incluiu a segurança viária no art.144 da Constituição Federal, como parágrafo (§)10, logo abaixo dos Guardas Municipais (que estão no parágrafo §9º).

Veja como ficou a redação do artigo:
CAPÍTULO III
DA SEGURANÇA PÚBLICA

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998);
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
§ 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 7º - A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 8º - Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998).
§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014).
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014).
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei.  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014).

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Lula e Dilma reúnem mais de 50 mil pessoas em Recife


Em campanha por Pernambuco, a Presidenta Dilma Rousseff foi a Goiana, onde visitou obras da fábrica da Fiat/Chrysler, que passou a ser construída após o Presidente Lula, em 2010, assinar uma medida provisória, que concedeu incentivos fiscais para a companhia italiana até 2020. À época, o governador era o então aliado do PT Eduardo Campos (PSB), falecido este ano em acidente de avião.
Na cidade, enquanto Lula puxou o coro de “quem não pula é tucano”, a candidata à reeleição afirmou enfrentar a eleição presidencial mais difícil dos últimos anos. Ao lado de Lula, ela pediu para “não deixar o país ir para trás”. “Eles (os adversários) vestiram pele de cordeiro, que esconde as suas intenções. Eles olham para os mais pobres e não veem neles cidadãos brasileiros. Tem dois projetos disputando essas eleições. Um dos projetos (PSDB) representa os interesses de só um terço do Brasil”, discursou a petista nesta terça-feira (21).
Antes, ambos foram recepcionados por 30 mil pessoas em Petrolina (cidade de Fernando Bezerra, ex-ministro do governo Dilma e eleito senador pelo PSB), onde a ponte que liga a cidade a Juazeiro (BA), foi tomada por uma multidão vermelha. Lá, Dilma destacou que os governos do PT mudaram a realidade do semi-árido e enfrentaram a seca.
“Nós fomos capazes de enfrentar a seca e conviver com a seca. Nós sabemos que a seca vem e temos que estar preparados para ela. O estado mais rico do Brasil, o estado de São Paulo, não se preparou para a seca. O Nordeste se preparou e diante da maior seca, nós temos condições de viver aqui e não ficar catando pingo de água por aí. As milhões de cisternas são uma benção que construímos”, disse.

Já em Recife, no começo da noite, Lula e Dilma caminharam ao lado de 52 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar. Sem citar o adversário, Aécio Neves (PSDB), a petista fez críticas  aos anos da gestão do PSDB a frente do governo federal e ao programa econômico do PSDB. “Hoje, este país não se ajoelha mais diante do FMI (Fundo Monetário Internacional). Quando os tucanos governaram, o Brasil era devedor de joelhos. Eles plantam inflação para colher juros. Este país deixou de ser a 13ª economia do mundo pra virar a sétima maior economia do mundo”, apontou a Dilma já a noite em Recife.
No comício, o Presidente Lula acusou Aécio de ser “mal-educado” e “filhinho de papai”, após o candidato dizer que Dilma havia mentido e sido leviana, em debate na televisão. “Onde estava o outro candidato quando Dilma, com apenas 20 anos, colocava a vida em risco pela liberdade? Ele (Aécio) estava aprendendo a ser tão grosseiro, tão mal-educado. Isso só podia ser feito por um filhinho de papai. Um nordestino jamais faria isso”, afirmou o petista.
E continuou: “Eu digo a eles que são mais intolerantes do que nós, querem acabar com a nossa presidenta, chamar ela de leviana.Eu, que já disputei muitas eleições, nunca vi um comportamento tão agressivo. A Dilma não tem que dar satisfação ao Aécio, ela tem que dar satisfação ao povo brasileiro”.
Lula também voltou ao assunto preconceito ao lembrar a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de que os eleitores do PT seriam menos informados.
“Lamento que um ex-presidente, sociólogo, diga que nós, nordestinos, somos desinformados. Votamos na Dilma porque somos um povo consciente. Votamos, sobretudo, porque não esperamos ordem do FMI para nos dizer o que fazer”, condenou Lula.
Ao comentar a sugestão da revista inglesa The Economist aos eleitores brasileiros de votar no candidato do PSDB, Lula enfatizou: “ a The Economist dizia que o povo brasileiro tinha que votar no outro candidato. O que a The Economist acha que a gente é? Que eles podem dar ordem e a gente responde? Será que perderam o juízo? Nesta eleição ou vota no candidato do banqueiro ou vota no candidato do brasileiro”, encerrou.
Abaixo outras frases de Lula e Dilma em Recife:

Lula:

Nós votamos na Dilma, porque queremos mais universidades, mais emprego, mais salário, mais Pronatec, pelo pré-sal;
Nós aprendemos a ter dignidade, esperança, a acreditar em nós mesmos;
Sei que ainda há muito a fazer nesse país. Mas foi esse nordestino retirante que teve a decência de lembrar do Nordeste pela primeira vez;
Seria bom se ele (Aécio) não tivesse voto aqui. Ele nunca se lembrou do Nordeste;

Dilma:

Eu enfrento a mais disputada eleição presidencial;
Eu estou em um estado de homens e mulheres conscientes, lutadores, com uma história política de reconhecimento;
Em 2003, começou a certeza de que o brasileiro tivesse voz e vez, tivesse reconhecido o direito ao emprego, ao salário decente;
Em 2003, começou a reconhecimento do direito do trabalhador colocar seu filho na universidade;
Vamos lembrar que os tucanos são aqueles que proibiram a construção de escolas técnicas no nosso país;
Em 8 anos, os tucanos fizeram 11 escolas técnicas. Eu e o Lula fizemos 422 por todo o país;
Vamos lembrar que eles conseguiram bater o recorde de desemprego nesse país, em 2001 e 2002;
Eles entregaram uma herança maldita para o Lula: mais de 11 milhões de brasileiros desempregados;
Nós, desde 2003, criamos 20 milhões de empregos. No meu governo, são mais de 5 milhões;
Nós nos orgulhamos do desenvolvimento de Pernambuco e de todo o Nordeste;
Nós tiramos o atraso promovido pelo governo dos tucanos no Nordeste;
Eu tenho muito orgulho da parceria que construiu em Pernambuco oportunidades de trabalho, infraestrutura, MCMV, Mais Médicos;
Hoje, nós estivemos em Goiana, visitando a unidade da Fiat. Uma trabalhadora me agradeceu pela filha estudar na Alemanha;
Hoje, o filho do trabalhador pode ser engenheiro, pode ser doutor!;
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, depois de séculos de sofrimento;
Eu tenho um pedido: não deixem esse país ir pra trás;
Vamos mostrar que o Brasil tem mulheres e homens de coragem e fé. Um beijo no coração.



Fonte-conversa


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Segundo Turno: o que quer o Brasil?


Votar é manifestar a própria vontade, e para isso importa saber o que se quer. Este é um princípio geral, nobre e óbvio.
Ora, nas presentes eleições, muitas vezes o cidadão é tratado como uma criança, que nada sabe distinguir, e que diante de um panorama confuso, ou não toma nenhuma posição, ou recebe passivamente a descrição do candidato como se recebe um produto proposto por um marqueteiro.
Com uma diferença: se o produto é analisado com atenção porque em caso de erro vai pesar no próprio bolso, no caso do votante isso vai acontecer provavelmente só depois…
Para se saber o que se quer, cumpre utilizar o trinômio clássico: ver, julgar, agir. Ver com objetividade, sem otimismos nem pessimismos; julgar com critérios fundados (logo adiante darei uma sugestão); e agir, ou seja, voto livre, consciente e patriótico.
No item relativo ao julgar, passo a palavra ao Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, que divulgou recentemente excelente manifesto. Nele estão fixadas as seguintes ideias:
·         “A defesa da vida humana inocente desde a fecundação até a morte natural, isto é, o rechaço à legalização do aborto, da eutanásia, e das drogas”.
·         Defesa da família como Deus a fez: um homem e uma mulher;
·         A não intromissão do Estado no direito dos pais à educação dos filhos;
·         Proteção às propriedades rurais e urbanas, alvo crescente de invasões;
·         Amparo ao agronegócio, esteio de nossa economia;
·         Rejeição à sovietização do Brasil através de “conselhos populares” e “movimentos sociais”.
Sem a adoção desses itens, o manifesto prevê que “o Brasil real e profundo viverá à margem do mundo oficial, sem se sentir representado”.
É triste, mas previsível. Estamos vendo e vivendo isto.
Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, tome conta do que é seu e nos proteja, é o que desejamos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Inpa usando a nanotecnologia para tratamento da leishmaniose

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) está desenvolvendo um medicamento que vai diminuir a resistência dos pacientes ao tratamento da leishmaniose cutânea, ao torná-lo menos invasivo e com menos efeitos colaterais. O projeto do instituto foi apresentado durante a 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que termina hoje (19) em Brasília.
Usando a nanotecnologia, o Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas do Inpa, criou um creme para ser aplicado na lesão, que é 30 vezes mais potente que as drogas utilizadas atualmente, indovenosas ou intramusculares. O projeto é desenvolvido desde 2011 em parceria com universidades da Finlândia e da Itália.
“Estamos nos baseando em drogas já conhecidas, mexemos em sua formulação e, até agora, estamos tendo bons resultados com nossas nanopartículas, que estão em torno de 50 nanômetros. E, na parte química, estamos testando vários tipos de ligantes, já aceitos pelo organismo, que favoreçam a penetração e a entrada de forma mais fácil das partículas dentro da célula, para que possa atingir o parasita”, explicou a bióloga Antônia Maria Ramos Franco, pesquisadora responsável pelo laboratório do Inpa.
A leishmaniose cutânea é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas infectadas de insetos flebotomíneos. No Brasil, esses insetos podem ser conhecidos por diferentes nomes de acordo com sua ocorrência geográfica, como tatuquira, mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui e anjinho, entre outros.
Desde 1909, a doença vem sendo registrada no país. Segundo o Ministério da Saúde, são notificados cerca de 21 mil casos por ano. A Região Norte apresenta o maior coeficiente, de 54,4 casos a cada 100 mil habitantes, seguida das regiões Centro-Oeste (22,9 casos/10 mil habitantes) e Nordeste (14,2 casos/100 mil habitantes).
“É muito sofrido ver pessoas que saem do médico com caixas de ampolas para aplicação. Como essa via de administração da droga é muito invasiva e as pessoas precisam ir ao posto de saúde, o tratamento torna-se dolorido e cansativo e muitos o largam no meio. E a doença continua. Então, a possibilidade do uso tópico, oral, ou através de adesivo seria o ideal, principalmente para as crianças”, ressaltou Antônia Maria.
O laboratório do Inpa desenvolve várias linhas de pesquisa que vão desde o estudo de distribuição geográfica, identificação à taxinomia (ciência que classifica os seres vivos) de vetores, de perfil epidemiológico, de métodos de diagnósticos e alternativas de medicamentos. Algumas dessas pesquisas já resultaram em produtos e dependem agora do interesse da iniciativa privada para a comercialização.
“Estamos tentando fazer o melhor possível para ajudar o povo, a partir das nossas observações e do convívio com esse problema social e de saúde pública. A forma de administração de uma droga pode reduzir seus efeitos colaterais. E, se conseguirmos um tratamento tópico baseado na nanotecnologia, será excelente, e esse creme tem um potencial muito grande”, argumentou a pesquisadora do Inpa.


 
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