Redes Social

twitterfacebookgoogle pluslinkedinrss feedemail

terça-feira, 28 de abril de 2015

A sua Confiança em Deus precisa ter bases fortes, inabaláveis… Quais?
III


A verdade é que Nosso Senhor é adoravelmente bom

Seu Coração não pode ver sofrer, nem sangrar. Essa piedade O faz operar alguns dos seus maiores milagres espontaneamente, antes mesmo de ter recebido qualquer súplica.
A multidão segue-O através das montanhas desertas da Palestina; durante três dias, esquece-se, para ouvi-Lo, da necessidade de comer e de beber.
Chama, porém, o Mestre dos Apóstolos: “Vede essa pobre gente, diz-lhes, não os posso despedir assim: cairiam de inanição em caminho. Tenho pena dessa multidão”. E multiplica os poucos pães que restavam aos discípulos.
Outra vez, dirige-Se Ele à pequena cidade de Naim, escoltado por uma turba bem numerosa. Quase ao chegar às portas, encontra um cortejo fúnebre. Era um jovem que levavam para a última morada: filho único de pobre mãe viúva.
Nada esperando mais da vida, em profundo desalento, seguia, lamentavelmente, a triste mulher o corpo de seu filho. A vista dessa dor muda emocionou vivamente o Mestre.
Tomou-Se de misericórdia. “Pobre mãe aflita, disse, não choreis mais!”. E, aproximando-se da padiola onde jazia o cadáver, restituiu vivo o mancebo à mãe.
Almas feridas pela provação: consciências perturbadas pela dúvida, talvez, ou pelo remorso; corações torturados pela traição ou pela morte; vós que sofreis, acreditais, por acaso, que Jesus não tenha piedade de vossas dores?
Isso seria não compreender o seu imenso amor. Ele conhece as vossas misérias; Ela as vê, e seu Coração Se compadece delas. É por vós, hoje, que Ele lança o seu grito de compaixão; é a vós que Ele repete, como à viúva de Naim: “Não chores mais, Eu sou a Resignação, Eu sou a Paz, Eu sou a Ressurreição e a Vida!”.
Essa confiança, que naturalmente nos deveria inspirar a divina bondade, Nosso Senhor no-la reclama explicitamente. Faz dela condição essencial de seus benefícios.
Vemo-lo, no Evangelho, exigir atos formais dessa confiança antes de operar certos milagres.
Por que é que Ele, sempre tão terno, Se mostra assim duro na aparência para a cancaneia que Lhe pede a cura da filha? Repele-a por diversas vezes; mas nada a faz desanimar.
Multiplica ela as suas súplicas tocantes; nada lhe diminui a confiança inabalável. Era isso justamente o que pretendia Jesus: “ò mulher, exclama com alegre admiração, como é grande a tua confiança!” e acrescenta: “Que a tua vontade seja feita”.
A confiança obtém a realização dos nossos desejos: é Nosso Senhor, Ele próprio, Quem o afirma.
Estranha aberração da inteligência humana! Cremos nos milagres do Evangelho, visto que somos católicos convictos; cremos que Cristo nada perdeu do seu poder subindo aos Céus; cremos na sua bondade, provada em toda a sua vida… E, no entanto, não sabemos abandonar-nos à confiança n’Ele!
Como conhecemos mal o Coração de Jesus! Obstinamo-nos a julgá-Lo pelos nossos fracos corações: parece em verdade que querermos reduzir a sua imensidade às nossas mesquinhas proporções.
Custamos a admitir essa incrível misericórdia para com os pecadores, porque somos vingativos e lentos em perdoar.
Comparamos a sua infinita ternura com os nossos pequeninos afetos… nada podemos compreender desse fogo devorador que fazia do seu Coração um imenso braseiro de amor, dessa santa paixão pelos homens que O dominava completamente, dessa caridade infinita que O levou das humilhações do Presépio ao sacrifício do Gólgota.
Infelizmente, não podemos dizer com o Apóstolo São Paulo, na plenitude de nossa fé: “Cremos, Senhor, no vosso amor!”.
Mestre Divino, queremos doravante abandonar-nos inteiramente à vossa direção amorosa. Confiamo-Vos o cuidado do nosso futuro material. Ignoramos o que nos reserva esse futuro, sombrio de ameaças. Mas abandonamo-nos às mãos da vossa Providência.
Confiamos ao vosso Coração os nosso pesares. São por vezes bem cruéis. Mas Vós estais conosco para suavizá-los.
Confiamos à vossa misericórdia as nossas misérias morais. A fraqueza humana faz-nos temer todos os desfalecimentos. Mas Vós, Senhor, nos haveis de amparar e preservar nas grandes quedas.

Como o Apóstolo preferido que repousou a cabeça sobre o vosso peito, assim pousaremos nós sobre o vosso Divino Coração; e, segundo a palavra do Salmista, aí dormiremos em deliciosa paz, porque estaremos, ó Jesus, radicados por Vós numa confiança inalterável.

A sua Confiança em Deus precisa ter bases fortes, inabaláveis… Quais?
II


O Verbo Encarnado, que a nós Se deu, possui um poder sem limites.

Aparece no Evangelho como supremos Senhor da terra, dos demônios e da vida sobrenatural; tudo está submetido ao seu domínio soberano.
Existe ainda nesse poder do Salvador outro motivo seguríssimo de confiança. Nada pode impedir Nosso Senhor de socorrer-nos e proteger-nos.
Jesus domina as forças da natureza.
Logo no início do seu ministério apostólico, assiste às bodas de Caná. No correr do banquete, o vinho vem a faltar. Que humilhação para a pobre gente que havia convidado o Mestre com sua Mãe e os discípulos!
A Virgem Maria percebe logo o contratempo; é Ela sempre a primeira a perceber as nossas necessidades e a aliviá-las. Lança ao Filho um olhar de súplica; murmura-Lhe em voz baixa um curto pedido.
Conhece Maria o seu poder e o seu amo. E Jesus, que nada sabe recusar-Lhe, transforma a água em vinho! Foi este o seu primeiro milagre.
De outra feita, uma tarde, para evitar a turba que O assalta e comprime, atravessa o Mestre, de barca, com os discípulos, o lago de Genesaré. Enquanto navegam, levanta-se o vento em furacão, desaba a tempestade, as ondas crescem, os vagalhões esboroam-se com temeroso estrondo.
A água inunda o tombadilho; vai afundar-se a embarcação. Ele, fatigado da dura labuta, dorme à popa, a cabeça divina apoiada sobre o cordame. Os discípulos aterrorizados acordam-nO gritando: “Mestre, Mestre, salvai-nos que perecemos!”.
Então o Salvador levanta-Se; fala ao vento; diz ao mar enfurecido: “Silêncio, acalma-te!”. Instantaneamente tudo se acalmou! As testemunhas dessa cena interrogaram-se com assombro: “Quem é este Homem a Quem o mar e os ventos obedecem?”.
Jesus cura os enfermos.
Muitos cegos d’Ele se aproximam às apalpadelas; a Ele chamam o seu infortúnio: “Filho de David, tende piedade de nós!”. O Mestre toca-lhes os olhos, e esse contato divino os abre para a luz.
Trazem-Lhe um surdo-mudo, pedindo-Lhe que sobre ele imponha as mãos. O Salvador atende a esse desejo, e a boca do homem fala, e os seus ouvidos ouvem.
No caminho, encontra um dia dez leprosos. O leproso é um exilado na sociedade humana; repelem-no das aglomerações; evita-se o seu convívio, pelo medo do contágio; todos se afastam com horror da sua podridão…
Os dez leprosos nem ousam aproximar-se de Nosso Senhor… ficam ao longe. Mas, reunindo o pouco de forças deixadas pela moléstia, gritam dessa distância: “Senhor, tende piedade de nós!”…
Jesus, que devia ser na Cruz o grande leproso, que devia ser na Eucaristia o grande abandonado, comove-Se com essa miséria: “Ide mostrar-vos aos sacerdotes”, lhes diz.
E enquanto os infelizes caminham para executar as ordens do Mestre… sentem-se curados!
Jesus ressuscita os mortos.
São três os que Ele faz voltar à vida. E, também, pelo mais maravilhoso dos prodígios, depois de morrer nas ignomínias do Gólgota, depois de ter sido depositado no Sepulcro, Ele se ressuscita a Si mesmo na madrugada do terceiro dia.
É assim a que a nós também ressuscitará no fim dos tempos.
Os nossos amados, os nossos mortos, Ele no-los restituirá transformados, mas sempre semelhantes ao que foram.
Estancará assim as nossas lágrimas por toda a eternidade. Então não haverá mais pranto, nem ausência, nem luto, porque terá terminado a era da nossa miséria.
Jesus domina o inferno.
Durante os três anos da sua vida pública, Ele, por vezes, encontra-Se com possessos. Fala aos demônios em tom de autoridade soberana; dá-lhes ordens imperiosas, e os demônios fogem à sua voz, confessando-Lhe a divindade!
Jesus é o Senhor da vida sobrenatural.
Ressuscita almas mortas e lhes restitui a graça perdida. E para provar que tem, realmente, esse poder divino, cura um paralítico.
“Que será mais fácil, pergunta aos escribas que O cercam, que será mais fácil dizer: Teus pecados te são perdoados; ou: Levanta-te e caminha? A fim de que conheçais que o Filho do homem tem sobre a terra o poder de perdoar os pecados: Levanta-te, diz ao paralítico, toma a tua enxerga e volta para casa”.
Seria bom meditar largamente sobre o estupendo poder de Jesus Cristo. Quando se trata de por esse poder a serviço do seu amor por nós, o Mestre nunca hesita.

(Continua…)

A sua Confiança em Deus precisa ter bases fortes, inabaláveis… Quais?
I


O sábio constrói a casa sobre o rochedo:

Nem inundação, nem chuvas, nem tempestades a poderão lançar por terra. Para que o edifício da nossa confiança resista a todas as provas, preciso é que se eleve sobre bases inabaláveis.
“Quereis saber, diz São Francisco de Sales, que fundamento deve ter a nossa confiança? Deve basear-se na infinita bondade de Deus e nos méritos da Morte e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, com essa condição de nossa parte: a firme e total resolução de sermos inteiramente de Deus e de nos abandonarmos completamente e sem reservas à Providência”.
As razões de esperança são demasiado numerosas para que possamos citá-las todas.
Examinaremos aqui somente as que nos são fornecidas pela Encarnação do Verbo e pela Pessoa sagrada do Salvador. De resto, é Cristo em verdade a pedra angular sobre a qual principalmente deve apoiar-se a nossa vida interior.
Que confiança nos inspiraria o mistério da Encarnação, se nos esforçássemos por estudá-lo de maneira menos superficial!
Quem é essa criança que chora no presépio, quem é esse adolescente que trabalha na oficina de Nazaré, esse pregador que entusiasma as multidões, esse taumaturgo que opera prodígios sem conta, essa vítima inocente que morre na Cruz?
É o Filho do Altíssimo, eterno e Deus como o Pai… é o Emanuel desde tanto tempo esperado; é Aquele que o Profeta chama “o Admirável, o Deus forte, o Príncipe da paz”.
Mas Jesus – disto nos esquecemos frequentemente – é nossa propriedade.
Em todo o rigor do termo, Ele nos pertence; é nosso; temos sobre Ele direitos imprescritíveis, pois o Pai celeste no-Lo deu. A Escritura assim o afirma: “O Filho de Deus nos foi dado”.
E São João, em seu Evangelho, diz também: “Deus amou tanto o mundo, que lhe deu seu Filho único”.
Ora, se Cristo nos pertence, os méritos infinitos de seus trabalhos, de seus sofrimentos e de sua morte nos pertencem também. Sendo assim, como poderíamos perder a coragem?
Entregando-nos o Filho, o Pai do Céu nos deu a plenitude de todos os bens. Saibamos explorar largamente esse precioso tesouro.
Dirijamo-nos, pois, aos Céus, com santa audácia; e, em nome desse Redentor que é nosso, imploremos, sem hesitar, as graças que desejamos. Peçamos as bênçãos temporais e sobretudo o socorro da graça; para a nossa Pátria solicitemos paz e prosperidade; para a Igreja, calma e liberdade.
Essa oração será certamente atendida.
Assim agindo, não fazemos nós um negócio com Deus? Em troca dos bens desejados, oferecemos-Lhe o seu próprio Filho unigênito. E nessa transação Deus não pode ser enganado: dar-Lhe-emos infinitamente mais do que d’Ele receberemos.
Essa oração, pois, se a fizermos com a fé que transporta montanhas, será de tal sorte eficaz que obterá, se preciso for, mesmo os prodígios mais extraordinários.

(Continua…)

Concurso para delegado: sem data!

As provas de conhecimentos do concurso para delegado da Polícia Civil, que estavam previstas para o último domingo e foram suspensas por força de uma liminar concedida em ação cautelar do Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, ainda não têm data para acontecer. De acordo com o Procurador Geral do Estado, Antônio César Caúla Reis, o governo não contestou o conteúdo da liminar e mais definições sobre a seleção pública só serão definidas ao longo desta semana.
O posicionamento do estado visou garantir que os candidatos que cancelaram viagens ou deixaram o estado ao saber da notícia da suspensão não fossem prejudicados pela manutenção do mesmo.
Fonte-DP

sexta-feira, 24 de abril de 2015

STF decide que Justiça não pode rever critérios usados em concurso público

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que critérios usados por banca examinadora que elabora concursos públicos não podem ser revistos pela Justiça. Por maioria, os ministros entenderam que o Judiciário não deve analisar o mérito das questões de concursos.
"Em matéria de concurso público, a intervenção do Poder Judiciário deve ser mínima", disse Teori Zavascki, que seguiu o entendimento do ministro Gilmar Mendes, relator da ação. O caso tem repercussão geral e a decisão resolve ao menos 200 processos sobre o mesmo assunto parados na Justiça. Zavascki afirmou que a intervenção do Judiciário nos concursos públicos modificaria o critério usado pela banca examinadora.
A decisão foi tomada durante análise de um recurso apresentado pelo Estado do Ceará, que questionava decisão da Justiça do Estado, mantida pelo Tribunal estadual. A Justiça local entendeu que determinado concurso público da área de saúde não era razoável, vez que a prova objetiva continha questões com mais de uma alternativa correta.
O Estado do Ceará alegou que o Tribunal de Justiça "adentrou nos critérios de correção e de avaliação da banca examinadora", acabando "por funcionar como verdadeira instância revisora de provas de concurso público, extrapolando, pois, a sua competência constitucionalmente traçada".
"Se no caso concreto a intervenção do judiciário modifica o critério da banca, isso tem repercussão negativa enorme no conjunto dos demais candidatos", disse Teori Zavascki durante o julgamento.
A tese fixada pelos ministros é de que "os critérios utilizados por examinadores não podem ser revistos pelo Judiciário". Ao comentar a situação dos concursos, a ministra Cármen Lúcia afirmou que, por conta do número alto de candidatos, no Brasil, "concursos são feitos para eliminar uma vasta gama", quando deveriam ser feitos para "selecionar os melhores".
Fonte-pronline

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O que é nanotecnologia ?

Nanotecnologia é o entendimento e controle da matéria em nanoescala, em escala atômica e molecular. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes para diversas áreas de pesquisa como medicina, eletrônica, ciências, ciência da computação e engenharia dos materiais.

Um dos princípios básicos da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. O objetivo é elaborar estruturas estáveis e melhores do que se estivessem em sua forma "normal". Isso porque os elementos se comportam de maneira diferente em nanoescala.
Fonte-canaltech

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Perder a confiança? Jamais! Nosso Senhor oferece a graça do arrependimento e da conversão
II

Se alguma vez, nas lutas íntimas, vos sentirdes fraquejar na confiança, meditai as passagens do Evangelho que vos acabo de indicar.
Contemplai essa cruz ignominiosa, sobre a qual expira o vosso Deus. Olhai para a sua pobre cabeça coroada de espinhos, que tomba inerte sobre o peito. Considerai os olhos vítreos, a face lívida onde se coagula o sangue precioso.
Olhai para os pés e as mãos transpassadas, para o corpo malferido. Fixai, sobretudo o coração amantíssimo que acaba de ser aberto pela lança do soldado; dele correram umas poucas gotas de água ensanguentada… Tudo vos deu! Como será possível desconfiar deste Salvador?
De vós, porém, espera Ele retribuição de afeto. Em nome do seu amor, em nome do seu martírio, em nome da sua morte, tomai a resolução de evitar doravante o pecado mortal.
A fraqueza é grande, bem sei, mas Ele vos ajudará. Apesar de toda boa vontade, tereis talvez quedas e reincidências no mal, mas o Senhor é misericordioso. Só pede que não vos deixeis adormecer no pecado, que luteis contra os maus hábitos.
Prometei-Lhe confessar-vos logo e nunca passar a noite tendo sobre a consciência um pecado mortal.
Felizes sereis, se mantiverdes corajosamente essa resolução! Jesus não terá derramado em vão, por vós, o seu Sangue bendito.

Tranquilizai-vos quanto às vossas íntimas disposições. Tereis assim o direito de encarar com serenidade o temeroso problema da predestinação; trareis sobre a fronte o sinal dos eleitos.

domingo, 19 de abril de 2015

DIFICULDADE EM ACREDITAR

Jesus ressuscitado continua aparecendo aos apóstolos e discípulos no final do Evangelho de Lucas. Aos discípulos ainda medrosos e com dúvidas no coração, o Ressuscitado lhes mostra os sinais da crucificação e come com eles para tirá-los de sua incredulidade.
Ao aparecer inesperadamente à comunidade reunida, Jesus lhe deseja a paz: "paz para vocês!" — desejo de plenitude de vida. Assustam-se e pensam ver um espírito. A resposta: "Um espírito não tem carne nem ossos como estão vendo". As comunidades lucanas entenderam muito bem que o nosso Deus não é apenas um espírito — ou então um fantasma. O Ressuscitado tem carne e ossos e tem fome — é o Crucificado que permanece entre nós com as marcas dos cravos, não é um Deus desencarnado, alguém que não tem nada a ver conosco.
 As primeiras comunidades iniciaram sua caminhada na fé e no testemunho do Ressuscitado em meio a dúvidas e incertezas. Mas, aos poucos, foram crescendo e amadurecendo na fé e no compromisso com Jesus. Aos poucos, ele foi lhes abrindo a mente para compreenderem tudo o que estava acontecendo e assim se tornarem suas testemunhas. Crer no Ressuscitado não é algo que acontece de forma mágica, de um dia para o outro. É um processo que nos amadurece aos poucos.
Lucas nos apresenta um método de evangelização muito caro no seu evangelho: a mesa da partilha, a comensalidade. Na partilha do pão, Jesus é reconhecido. O Ressuscitado marca sua presença na comunidade reunida que celebra, partilha a palavra e o pão; na família unida em torno da mesa farta; nos grupos organizados em defesa da vida; nas políticas públicas em prol da superação da fome e da miséria.
A nova humanidade inaugurada com a Páscoa do Ressuscitado e que acredita na ressurreição é humanidade comprometida com a transformação, que busca superar a fome, a miséria, o ódio e os preconceitos.

sábado, 18 de abril de 2015

Perder a confiança? Jamais! Nosso Senhor oferece a graça do arrependimento e da conversão

Abismo da humana fraqueza, tirania dos maus hábitos!
Quantos cristãos recebem no tribunal da Penitência a absolvição de suas faltas; é sincera neles a contrição, enérgicas são as suas resoluções… e caem de novo nos mesmos pecados, por vezes graves; o número de suas quedas cresce sem cessar! Não terão, então, sobrejas razões de desânimo?
Que a evidência da própria miséria nos mantenha na humildade, nada mais justo. Que ela nos faça perder a confiança – será uma catástrofe, mais perigosa que tantas recaídas no erro.
A alma que cai deve se levantar imediatamente. Não deve cessar de implorar a piedade do Senhor. Não sabeis que Deus tem as suas horas e pode num instante elevar-nos a mais sublime santidade?!
Não tinha levado por acaso Maria Madalena uma vida criminosa?
A graça, no entanto, a transformou instantaneamente. Sem transição, de pecadora tornou-se grande Santa. Ora, a ação de Deus não se reduziu no seu alcance.
O que fez para os outros, poderá fazer para vós. Não duvideis: a oração confiante e perseverante obterá a cura completa de vossa alma.
Não me alegueis que o tempo passa e já toca talvez ao termo a vossa vida.
Nosso Senhor esperou a agonia do bom ladrão para atraí-lo a Si vitoriosamente. Num só minuto esse homem tão culpado converteu-se!
Sua fé e seu amor foram tão grandes que, apesar dos seus grandes crimes, nem passou pelo Purgatório; ocupa para sempre um lugar elevado nos Céus.
Que nada, pois, altere em vós a confiança! Do fundo do abismo embora, apelai sem trégua para o Céu. Deus acabará respondendo ao vosso apelo e em vós operará a sua justiça.

Certas almas angustiadas duvidam da própria salvação.

Lembram-se demasiado de faltas passadas; pensam nas tentações tão violentas que, que por vezes, nos assaltam a todos; esquecem a bondade misericordiosa de Deus. Essa angústia pode tornar-se uma verdadeira tentação de desespero.
Em moço, São Francisco de Sales conheceu uma provação dessas: tremia de não ser um predestinado ao Céu. Passou vários meses nesse martírio interior.
Uma oração heroica o libertou:
O Santo prosternou-se diante de um altar de Maria; suplicou à Virgem que o ensinasse a amar seu Filho com uma caridade tanto mais ardente sobre a terra, quanto ele temia não poder amá-Lo na eternidade.
Nesse gênero de sofrimento, há uma verdade de fé que nos deve consolar imensamente. Só nos perdemos pelo pecado mortal.
Ora, sempre o podemos evitar, e, quando tivermos tido a desgraça de cometê-lo, poderemos sempre nos reconciliar com Deus. Um ato de contrição sincera, feito logo, sem demora, nos purificará, enquanto esperamos a confissão obrigatória, que convém se faça sem detença.
Certamente a pobre vontade humana deve sempre desconfiar da sua fraqueza.
Mas o Salvador nunca nos recusará as graças de que carecemos. Fará também todo o possível para ajudar-nos na empresa, soberanamente importante, da nossa salvação.
Eis a grande verdade que Jesus Cristo escreveu com seu Sangue e que vamos agora reler juntos na história de sua Paixão.
Já tereis algum dia refletido como puderam os judeus apoderar-se de Nosso Senhor? Acreditareis, por acaso, que isso conseguiriam pela astúcia ou pela força? Podeis imaginar que, na grande tormenta, Jesus foi vencido porque era o mais fraco?!
Seguramente não. Os inimigos nada podiam contra Ele. Mais de uma vez, nos três anos de suas pregações, haviam tentado matá-Lo. Em Nazaré, queriam jogá-Lo num precipício; por várias vezes tinham apanhado pedras para lapidá-Lo.
Sempre, porém, a sabedoria divina desfez os planos dessa ímpia cólera; a força soberana de Deus reteve-lhes o braço; e Jesus afastou-Se sempre tranquilamente, sem que ninguém tivesse conseguido fazer-Lhe o menor mal.
Em Getsêmani, ao dizer Ele simplesmente seu nome aos soldados do Templo vindos para assenhorearem-se da sua pessoa sagrada, toda a tropa cai por terra tocada de estranho pavor. Os soldados só se podem levantar pela permissão que Ele lhes dá.
Se Jesus foi preso, se foi crucificado, se foi imolado, é que assim o quis, na plenitude da sua liberdade e do seu amor por nós.
Se o Mestre derramou, sem hesitar, o Sangue todo por nós, se morreu por nós, como poderia recusar-nos graças que nos são absolutamente necessárias e que Ele próprio nos mereceu pelas suas dores?
Essas graças, Jesus nos ofereceu misericordiosamente às almas mais culpadas durante a Paixão dolorosa. Dois apóstolos haviam cometido um crime enorme: a ambos ofereceu o perdão.
Judas O atraiçoa e Lhe dá um beijo hipócrita. Jesus falha-lhe com doçura tocante; chama-lhe de seu amigo; procura à força de carinho tocar esse coração endurecido pela avareza. “Meu amigo, porque vieste? – Judas, tu trais o Filho do homem com um beijo?…”
 É esta a última graça do Mestre a um ingrato.
Graça de tal força, que jamais lhe mediremos bem a intensidade. Judas, porém, a repele: perde-se, porque assim formalmente o prefere.
Pedro cria-se muito forte… Tinha jurado acompanhar o Mestre até a morte, e O abandona, quando O vê às mãos dos soldados. Só O segue então de longe. Entra tremendo no pátio do palácio do Sumo Sacerdote. Por três vezes renega o seu Senhor – porque receia os motejos de uma criada.
Com juramento afirma que não conhece “esse homem”. Canta o galo… Jesus volta-Se e fixa sobre o apóstolo os olhos cheios de misericordiosas e doces censuras. Cruzam-lhe os olhares…
Era a graça, uma graça fulminante que esse olhar levava a Pedro. O Apóstolo não a repeliu: saiu imediatamente e chorou com amargura a sua falta.
Assim como a Judas, como a Pedro, Jesus nos oferece sempre graças de arrependimento e conversão. Podemos aceitá-las ou recusá-las. Somos livres!  A nós compete decidir entre o bem e o mal, entre o Céu e o Inferno. A salvação está em nossas mãos.
O Salvador não só nos oferece suas graças, como faz mais: intercede por nós junto ao Pai celestial. Lembra-Lhe as dores sofridas pela nossa Redenção. Toma a nossa defesa diante d’Ele; desculpa-nos as faltas: “Pai, exclama nas angústias da agonia, Pai perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!”.
O Mestre, durante a Paixão, tinha tal desejo de salvar-nos, que não cessava um instante de pensar em nós.
No Calvário dá aos pecadores o seu último olhar; pronuncia em favor do bom ladrão uma de suas últimas palavras. Estende largamente os braços na Cruz para marcar com que amor acolhe todo arrependimento em seu Coração amantíssimo.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dilma indica Luiz Edson Fachin para o STF

A presidente Dilma Rousseff indicou nesta terça-feira, 14, o advogado Luiz Edson Fachin, de 57 anos, para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto. O nome de Fachin, no entanto, ainda precisa ser aprovado no plenário do Senado.
Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República afirma que Fachin “cumpre todos os requisitos necessários para o exercício do mais elevado cargo da magistratura do país”.
Luiz Edson Fachin é advogado e professor titular de Direito Civil da Faculdade de Direito do Paraná, e ainda professor visitante do King’s College, na Inglaterra, e pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha.
Caso seja aprovado, Fachin poderá assumir a vaga deixada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou em julho do ano passado.
O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, disse que o tribunal recebeu “com grande satisfação” a indicação de Fachin.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), apontou, no entanto, um “viés político” na escolha de Dilma. Em 2010, Fachin manifestou apoio público à candidatura da atual presidente. Cunha Lima ressaltou que, na sabatina no Senado, o jurista terá que deixar clara a “real autonomia” que terá para atuar no STF.

Fonte-opiniao



 
BLOG DO ANDRÉ CAFÉ
SÓ JESUS SALVA